quarta-feira, 21 de julho de 2010
Lobo
Tenho um amigo que tem como apelido na internet Nightwolf. E como acordei inspirado falei que ia escrever algo sobre o Lobo para tu Ringo.
Lobo
O cheiro me desperta o olfato
As vezes atiça o paladar
O som mesmo longe eu ouço
e quando vejo já estou a correr
e na noite nada me é escuro
e eu sempre posso ver
os olhos que se movem em minha direção
e as pernas que saem logo na contramão
a lua é como eu nunca perto do sol
anda sempre longe de onde há muito brilho
não há para que querer ser estrela
nem ter grande matilha
quando apenas há uma caça
para mim que sou caçador
Saudade
SAUDADE
Venho andando distraído
Quase sempre perdido
As vezes vejo a verdade
Nos muros da cidade
Sempre, sempre me esqueço
Onde foi o meu começo
Se era dia ou noite ?
pensava ou quem sabe sorria ?
era tristeza ou alegria ?
Nada mais sabia
A cidade já estava longe
E a verdade... ela, ela também !
terça-feira, 13 de julho de 2010
Televisor
Olá. As duas postagens da semana hoje.
Pedi para duas amigas às 3 horas da manha me falarem um tema e se escreveria em forma de texto, crônica ou poesia.
E surgiu isso:
TV, texto
Nada, texto
Televisor
Escrever sobre a televisão é algo realmente fantástico. Desde a invenção do aparelho em si, como também de tudo que ele proporciona. Poder brincar de ser deus e ver com outros olhos apenas olhando para frente ou escolhendo outro (mortal) canal. Em uma tela que é capaz de transmutar tudo, até pirita em ouro. E a televisão é ilusão. O movimento não é movimento são seqüências rápidas de fotos que simplesmente enganam nossa percepção...
Quem nunca viajou sem sair do sofá? Ficou olhando aquela paisagem maravilhosa e imagino-se naquele lugar. Viu o interprete principal e desejou estar na cena sendo também um personagem, ou querendo não passar nunca por aquela situação. E quando se faz ARTE e pode ver sendo tomado não apenas pelas visões e sim também pelos sons em uma junção arrebatadora. ...
Mas nada sempre é tão belo que não possa murchar. Pois quando se coloca pensamento critico, quase analítico, consegue-se ver toda essa falsa e generosa ilusão. Somos levados pelo leviatã até sua casa. Usando do poder hipnótico de mostrar os nossos desejos internos em rápida repetição. E quem navegava agora mergulha...
Reticências em todos os parágrafos por que todos aqueles programas ainda estão no ar.
Pedi para duas amigas às 3 horas da manha me falarem um tema e se escreveria em forma de texto, crônica ou poesia.
E surgiu isso:
TV, texto
Nada, texto
Televisor
Escrever sobre a televisão é algo realmente fantástico. Desde a invenção do aparelho em si, como também de tudo que ele proporciona. Poder brincar de ser deus e ver com outros olhos apenas olhando para frente ou escolhendo outro (mortal) canal. Em uma tela que é capaz de transmutar tudo, até pirita em ouro. E a televisão é ilusão. O movimento não é movimento são seqüências rápidas de fotos que simplesmente enganam nossa percepção...
Quem nunca viajou sem sair do sofá? Ficou olhando aquela paisagem maravilhosa e imagino-se naquele lugar. Viu o interprete principal e desejou estar na cena sendo também um personagem, ou querendo não passar nunca por aquela situação. E quando se faz ARTE e pode ver sendo tomado não apenas pelas visões e sim também pelos sons em uma junção arrebatadora. ...
Mas nada sempre é tão belo que não possa murchar. Pois quando se coloca pensamento critico, quase analítico, consegue-se ver toda essa falsa e generosa ilusão. Somos levados pelo leviatã até sua casa. Usando do poder hipnótico de mostrar os nossos desejos internos em rápida repetição. E quem navegava agora mergulha...
Reticências em todos os parágrafos por que todos aqueles programas ainda estão no ar.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Ritual
Ritual.
Sonho cada vez que penso
Penso sempre depois de sonhar
Corro sempre dessa falta de senso
Que é viver sem amar
Acendo um cigarro e trago
Busco alguma divina inspiração
E nesse breve lapso temporal
O sal cai por entre os lábios
Dando o sabor dessa ilusão
Suspiro
Suspiro
Sabe aqueles dias em que você acorda e suspira? Você simplesmente abre sua pálpebra e recebe as primeiras impressões do mundo em sua retina. Sente o seu pulmão se inflando e em um ato espontâneo simplesmente suspira. Você já sabe que hoje será o dia D.
Há aqueles que suspiram por estarem apaixonados e parece não acreditar no sonho que estão. Também tem aqueles que suspiram por serem românticos saudosistas; os nostálgicos que se lembram de sua infância. Sem esquecer-se daqueles que estão sentindo dor e aliviam-se dessa forma.
Mas esse suspiro da manha é algo diferente de tudo. É aquele do movimento interno de viver o presente. De tentar recomeçar a sonhar e ter desejos. É quando a sua mente da um recado para você e diz:
-Hoje você precisa levantar e viver!
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